Urgências
- 12 de jan. de 2017
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“Pés ligeiros
Passos apressados
O tempo se esgota
O relógio parado
Já não faz mais sentido
Os ponteiros a girar
Os meus olhos não param
Nem por um segundo
Para ele contemplar
Tenho pressa
Corro sempre
Estou sempre atrasado
Durmo tarde
Acordo cedo
Nunca estou relaxado
A angustia e a ansiedade
Companheiras em todo momento
24 horas ainda é pouco
Sinto as horas escorrer entre os dedos
Será que isso é verdadeiramente viver¿
Correr, correr, e nunca ter tempo”

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